Ministros, juízes, terroristas, etc..
Em novembro de 2011 fiz uma crônica sobre os ministros que não paravam de sair do governo Dilma, a maioria por problemas de corrupção. Apenas dois meses se passaram e mais dois ministros já estão fora, sem contar alguns assessores diretos e chefes de gabinete. É tanta corrupção que passa ao nosso lado todos os dias, que o tema está virando corriqueiro e nós estamos nos acostumando a esta bagunça. Cada vez que cai mais um ministro, o povo faz uma piada e começa a perguntar qual será o próximo. Acho até que já existe alguma loteria especializada em queda de ministros. Entre uma queda e outra de ministros, surge agora o problema dos juízes e da corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon. Ela vem investigando alguns juízes cujo patrimônio cresceu de forma vergonhosa e quer moralizar um pouco o nosso país. O normal seria o judiciário aplaudir a corregedora, pois ela está apontando os maus juízes e tentando separar o joio do trigo, pois os honestos não devem gostar de ver a sua classe na lama por causa de um pequeno bando de corruptos. Ao invés disto, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), agindo como os donos do poder judiciário, solicitam que parem as investigações nos diversos tribunais estaduais, federais e trabalhistas e que a corregedora seja investigada por suspeita de quebra de sigilo e vazamento de informações para a imprensa. Por conta disto, ela disse em uma entrevista recente que há bandidos escondidos atrás das togas e que as associações representativas de juízes são mentirosas, corporativas, maledicentes, etc… E nós, como ficamos? Como nos sentimos, quando vemos juízes que vendem sentenças e não podem ser investigados, quando vemos ministros e chefes de gabinete corruptos e ladrões do nosso dinheiro sendo simplesmente transferidos de uma função para outra e ainda por cima, recebendo elogios de seus pares nas cerimonias de despedidas. Na verdade, teriam que ir para a cadeia, mas vão ocupar outros postos na máquina de corrupção instalada no país. E, quando pensávamos já ter visto de tudo, vemos o Sr. Cesare Battisti, um terrorista criminoso e condenado por quatro homicídios na Itália, ser recebido com honras pelo governador Tarso Genro do estado do Rio Grande do Sul dentro do Palácio Piratini em Porto Alegre. Tudo isto que está acontecendo é, no mínimo, um grande deboche ao povo brasileiro.