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	<title>Blog do Escritor Célio Pezza</title>
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	<description>Autor dos livros A Nova Terra, O Conselho dos Doze, As Sete Portas, Ariane e A Palavra Perdida</description>
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		<title>Crônica 103 &#8211; Ministros, juízes, terroristas, etc..</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 15:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[juizes;terroristas;assassinos;cezare battisti;tarso genro;eliana calmon;ministros;corrupçao]]></category>

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		<description><![CDATA[Ministros, juízes, terroristas, etc.. 
Em novembro de 2011 fiz uma crônica sobre os ministros que não paravam de sair do governo Dilma, a maioria por problemas de corrupção. Apenas dois meses se passaram e mais dois ministros já estão fora, sem contar alguns assessores diretos e chefes de gabinete. É tanta corrupção que passa ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ministros, juízes, terroristas, etc.. </p>
<p>Em novembro de 2011 fiz uma crônica sobre os ministros que não paravam de sair do governo Dilma, a maioria por problemas de corrupção. Apenas dois meses se passaram e mais dois ministros já estão fora, sem contar alguns assessores diretos e chefes de gabinete. É tanta corrupção que passa ao nosso lado todos os dias, que o tema está virando corriqueiro e nós estamos nos acostumando a esta bagunça. Cada vez que cai mais um ministro, o povo faz uma piada e começa a perguntar qual será o próximo. Acho até que já existe alguma loteria especializada em queda de ministros. Entre uma queda e outra de ministros, surge agora o problema dos juízes e da corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon. Ela vem investigando alguns juízes cujo patrimônio cresceu de forma vergonhosa e quer moralizar um pouco o nosso país. O normal seria o judiciário aplaudir a corregedora, pois ela está apontando os maus juízes e tentando separar o joio do trigo, pois os honestos não devem gostar de ver a sua classe na lama por causa de um pequeno bando de corruptos. Ao invés disto, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), agindo como os donos do poder judiciário, solicitam que parem as investigações nos diversos tribunais estaduais, federais e trabalhistas e que a corregedora seja investigada por suspeita de quebra de sigilo e vazamento de informações para a imprensa. Por conta disto, ela disse em uma entrevista recente que há bandidos escondidos atrás das togas e que as associações representativas de juízes são mentirosas, corporativas, maledicentes, etc&#8230; E nós, como ficamos? Como nos sentimos, quando vemos juízes que vendem sentenças e não podem ser investigados, quando vemos ministros e chefes de gabinete corruptos e ladrões do nosso dinheiro sendo simplesmente transferidos de uma função para outra e ainda por cima, recebendo elogios de seus pares nas cerimonias de despedidas. Na verdade, teriam que ir para a cadeia, mas vão ocupar outros postos na máquina de corrupção instalada no país. E, quando pensávamos já ter visto de tudo, vemos o Sr. Cesare Battisti, um terrorista criminoso e condenado por quatro homicídios na Itália, ser recebido com honras pelo governador Tarso Genro do estado do Rio Grande do Sul dentro do Palácio Piratini em Porto Alegre. Tudo isto que está acontecendo é, no mínimo, um grande deboche ao povo brasileiro.</p>
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		<title>Crônica 102 &#8211; Política suja</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 14:59:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[politica; pinheirinho]]></category>
		<category><![CDATA[sao jose dos campos;naji nahas;sindicato0 dos metalurgicos;]]></category>

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		<description><![CDATA[Política suja  
A cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo, é conhecida por sediar o CTA, a Embraer e ter um parque de alta tecnologia. Os episódios recentes no local, conhecido como Pinheirinho estão fazendo com que seja conhecida como o palco de mais uma tragédia social. No passado esta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Política suja  </p>
<p>A cidade de São José dos Campos, no estado de São Paulo, é conhecida por sediar o CTA, a Embraer e ter um parque de alta tecnologia. Os episódios recentes no local, conhecido como Pinheirinho estão fazendo com que seja conhecida como o palco de mais uma tragédia social. No passado esta área era uma fazenda da família Kubitzky. Os membros desta família foram todos assassinados em 1969 e as terras ficaram sem herdeiros. Mais tarde, em 1981, não se sabe como, elas passaram para as mãos do especulador Naji Nahas, famoso por escândalos no mundo financeiro, que teve, em 1989, seus bens retidos na justiça e o início de inúmeros processos. A partir daí, essas terras passaram a fazer parte da massa falida e teria que ser utilizada para pagar os credores existentes. O tempo foi passando, nada foi feito e as terras começaram a ser ocupadas ilegalmente a partir de 2004 por famílias carentes. Neste mesmo ano, Naji Nahas entrou com um pedido de reintegração de posse, mas somente em 2011, este pedido saiu do papel. A nossa justiça demorou sete anos para dar uma decisão e, durante este tempo, o problema foi criado. O governo facilitou a ocupação ilegal, levou infraestrutura e a área virou um grande bairro pobre na zona sul da cidade, com perto de 5000 habitantes. Dizem que este bairro é controlado por milícias que cobram taxas de condomínio e de segurança de seus moradores. Agora, a decisão da justiça teve que ser cumprida e todas essas famílias perderam suas casas e não tem onde morar. Autoridades presentes na desocupação falaram sobre disponibilizar igrejas, estádios, etc., mas a verdade é que grande parte vai morar nas ruas. Também fica claro neste episódio a briga entre partidos políticos, que gostam de ver o circo pegar fogo nas vésperas de eleições. Durante todo o tempo em que o processo correu nos tribunais de São Paulo, não apareceu nenhum representante do governo federal para ajudar na solução do problema. Depois que a decisão foi tomada, o secretário geral da presidência da república correu para o local para negociar a não retirada dos ocupantes, numa afronta aos princípios de direito. Num regime democrático e de direito, as decisões judiciais tem que ser respeitadas. O grande erro foi deixar chegar a este ponto, para depois usar esses coitados para ganhar votos nas próximas eleições. Aliás, é sabido que o principal líder do Pinheirinho não mora no local, tem casa, carro, salário do sindicato dos metalúrgicos e organiza grupos de moradores para colaborar em protestos nas portas de fábricas quando as lideranças acham necessário. Esta é a realidade, muito pouco explorada pela mídia comprometida. Os moradores perderam tudo e serviram de “boi de piranha” para mais uma sórdida manobra política. Em compensação, parte deles vai receber uma bolsa aluguel, e a promessa de inclusão em um futuro programa habitacional, como é praxe acontecer em outras tragédias sociais. </p>
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		<title>Crônica 101 &#8211; O diesel do inferno</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 19:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[diesel;inferno;fumaça;poluição]]></category>
		<category><![CDATA[enxofre;conama]]></category>

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		<description><![CDATA[O diesel do inferno
O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O diesel do inferno</p>
<p>O inferno sempre foi mostrado como sendo um local de sofrimentos, muito quente e cheio de enxofre no ar. Modernamente, seria como um local fechado e cheio de caminhões brasileiros desregulados e soltando pelo escapamento aquela conhecida fumaça escura e cheia de enxofre. Por que caminhões brasileiros? Pela simples razão de que o Brasil é um dos países que consome o pior diesel do mundo em termos de enxofre contido. O enxofre é um dos maiores poluentes da atmosfera e causador da chuva ácida, que tanto mal faz ao meio ambiente. Quando o então presidente Collor falou que os carros brasileiros eram carroças, ele se esqueceu de dizer que os combustíveis também eram condizentes com as carroças. Infelizmente, após mais de 20 anos, muito pouco mudou neste cenário. A Europa, o Japão e muitos outros países utilizam um diesel com 10 ppm (partes por milhão) de enxofre. Nos EUA, o limite é 15 ppm. Aqui no Brasil, é fabricado diesel com 1.800-2.000 ppm  para a frota em geral e 500 ppm para consumo somente em algumas cidades onde a poluição é crítica. Em 2002 o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) determinou que fosse utilizado um diesel com 50 ppm a partir de 2009. Quando o prazo se esgotou, a ANP (Agencia Nacional de Petróleo), a Petrobrás e as montadoras, disseram ser impossível cumprir a determinação. Ela acabou sendo adiada e até hoje não foi cumprida. Agora, neste início de 2012, voltam a falar sobre os projetos de produção de um diesel mais limpo, com 50 ppm de enxofre, como sendo um grande avanço, quando na Europa já se fala em 5 ppm. Em outras palavras, o nosso diesel atual é 200 vezes mais poluente que o diesel europeu, e as determinações do Conama vão sendo descumpridas e adiadas. Os nossos carros são mais caros, de pior qualidade, utilizam motores obsoletos em seus países de origem, consomem mais combustível e poluem muito mais. Como explicar isto? Certa vez, quando questionado sobre os altos preços dos seus carros no Brasil, o presidente da Peugeot argumentou: por que a Louis Vuitton deveria baixar os preços de suas bolsas no Brasil? Um executivo da Mercedes-Benz foi mais taxativo: por que baixar o preço se o consumidor paga?  Da mesma forma, por que fazer um diesel de melhor qualidade, se o consumidor usa qualquer coisa? Em contrapartida, respiramos um ar mais poluído e cheio de enxofre, como deve ser o ar do inferno, descrito por Dante Alighieri no seu épico poema A Divina Comédia.</p>
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		<title>Crônica 100 &#8211; 2012 &#8211; Um novo ano se inicia</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 02:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[2012;novo ano;quinta dimensão]]></category>

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		<description><![CDATA[2012 &#8211; Um novo ano se inicia
Muitas pessoas falam sobre este ano que se inicia como sendo aquele de grandes catástrofes, tão citadas em várias profecias. Outras acreditam em transformações. Terminamos 2011discutindo a existência da 5ª. Dimensão, que está ligada à frequência. Esta teoria é controversa, mas defendida por cientistas de renome como o astrofísico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2012 &#8211; Um novo ano se inicia</p>
<p>Muitas pessoas falam sobre este ano que se inicia como sendo aquele de grandes catástrofes, tão citadas em várias profecias. Outras acreditam em transformações. Terminamos 2011discutindo a existência da 5ª. Dimensão, que está ligada à frequência. Esta teoria é controversa, mas defendida por cientistas de renome como o astrofísico inglês Stephen Hawking, o físico canadense Paul Wesson, os físicos Lisa Randall e Sundrum da Universidade de Boston e outros. Ela diz que existe um mundo ao nosso lado não percebido e todos os nossos atos e pensamentos, enfim tudo que é emitido tem uma frequência que encontra sua sintonia e volta multiplicada. Atitudes positivas geram acontecimentos relacionados em termos de sintonia.  Da mesma forma acontece com atitudes negativas, pois é só uma questão de frequência de sintonia de ondas.  Resumindo e colocando em palavras simples, esta teoria diz que a regra básica é que o amor gera amor e o ódio gera ódio. Se isto chegar um dia a ser comprovado ou simplesmente aceito, será o início de uma nova forma de agir e de bem viver. Todo o misticismo que ronda o ano de 2012 leva a cada dia mais gente a questionar sobre o que está errado no planeta, o que fazer para melhorar esta situação, o que poderá acontecer e isto tudo é muito bom, pois esta atitude está a gerar mais conhecimento. Por outro lado, quanto maior o conhecimento, mais fácil fica para o Homem mudar de rumo. Se ocorrer esta mudança, mesmo que a Terra passe por alguns ajustes naturais, será sem dúvida melhor, pois o Homem aprenderá a viver com mais respeito e amor. Esta atitude trará o equilíbrio de volta ao planeta e nós sentiremos esta mudança. Isto não é uma utopia e sim, uma coisa possível de ser alcançada. Existem coisas bem simples que todos nós podemos fazer, como por exemplo: providenciar um pouco de comida para aqueles que nada têm; uma manta para os que sentem frio; um pouco de amor para aqueles que têm muito ódio no coração; um pouco de conhecimento para os que vivem na ignorância; um pouco de esperança para os que estão perdidos, um pouco de respeito pela Terra que nos acolhe e muitas outras coisas. Se isto acontecer, ao invés de falarmos sobre catástrofes, poderemos falar sobre o final de um ciclo desequilibrado. Se isto acontecer, a luz terá um brilho diferente e cairá a boa chuva sobre a Terra. Neste dia, quem a olhar de longe, verá a mudança e dirá: Vejam! O Homem acordou de seu pesadelo. E este será um bom ano. </p>
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		<title>Crônica 99 &#8211; Feliz Ano Novo</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 02:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Feliz Ano Novo;celebração]]></category>

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		<description><![CDATA[Feliz Ano Novo
É costume entre os povos do nosso mundo, desejar um Feliz Ano Novo no final de cada ano, mas o que isto realmente significa? Falamos a mesma frase desde há muito tempo, mas o mundo não parece mais feliz a cada ano que passa. Basta seguirmos as notícias do dia a dia pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feliz Ano Novo</p>
<p>É costume entre os povos do nosso mundo, desejar um Feliz Ano Novo no final de cada ano, mas o que isto realmente significa? Falamos a mesma frase desde há muito tempo, mas o mundo não parece mais feliz a cada ano que passa. Basta seguirmos as notícias do dia a dia pelo mundo e constataremos esta triste realidade. Continuamos a ter milhões de pessoas morrendo de fome ou doentes pela falta de uma nutrição mínima adequada, incontáveis sem teto perambulando pelas ruas, drogados em todos os cantos do planeta, pilhas de mortos e mutilados pelas guerras constantes, famílias desesperadas pelo fantasma do desemprego e falta de futuro digno, desastres ambientais criminosos de todas as espécies e assim por diante. O que está errado? Todos desejam Feliz Ano Novo, mandam cartões, trocam presentes e o novo ano não melhora no aspecto global.  Evidente, para muitos o ano será magnífico e tudo de bom acontecerá. O meu questionamento é em relação ao planeta como um todo, olhando para todas as regiões aonde exista um ser humano profundamente necessitado. O que está errado? Será que desejamos um Feliz Ano Novo, mas não fazemos nada para que ele se transforme e simplesmente ficamos assistindo ao mundo desmoronar? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a brigar, ofender e magoar ao próximo? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos prejudicando alguém como sempre? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos comercializando drogas para um batalhão de viciados? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a ser o mesmo preconceituoso e intolerante de sempre? O que está errado? Será que este “Feliz Ano Novo” é somente uma frase pronta que repetimos da boca para fora, pois é de bom tom fazê-lo no final do ano? Será que é isto? Somos papagaios que repetem frases e na verdade nem sabemos seu significado? Para ser de verdade um ano novo feliz, precisamos uma coisa fundamental: mudarmos nós mesmos. O Ano Novo ou Réveillon é a celebração do término de um ano e o início de outro. A palavra réveillon vem do francês réveiller que significa acordar, despertar. Vamos neste final de ano, despertar para esta triste realidade e mudar. Deixar de lado os preconceitos, as mesquinharias, o ódio, a ignorância, a maldade, a brutalidade, o desamor, o conceito de levar vantagem e a intolerância. Desta forma, quem sabe teremos um Feliz Ano Novo de verdade. Feliz despertar a todos.</p>
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		<title>Crônica 98 &#8211; Uma oração de Natal</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 02:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Natal;Jesus;oração;papai noel]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma oração de Natal 
Neste Natal, não vamos falar do papai Noel, árvores enfeitadas e nem do consumismo que toma conta do mundo. Vamos falar sobre uma oração que o próprio Jesus utilizava quando conversava com os céus. Nela vemos a figura do pai e da mãe, a busca do pão e do entendimento para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma oração de Natal </p>
<p>Neste Natal, não vamos falar do papai Noel, árvores enfeitadas e nem do consumismo que toma conta do mundo. Vamos falar sobre uma oração que o próprio Jesus utilizava quando conversava com os céus. Nela vemos a figura do pai e da mãe, a busca do pão e do entendimento para o mundo, o sentir a Terra e o conhecimento oculto em tudo que nela existe. Ela nos mostra o perigo das ilusões que nos prendem e nos impedem de crescer. Nela sentimos uma oração que vem de dentro de uma alma evoluída, com muito conhecimento e de significado muito atual neste mundo desequilibrado. Neste Natal, vamos nos lembrar desta oração e sentir toda a grandeza de seus ensinamentos.</p>
<p>Pai Nosso em Aramaico (como Jesus orava)</p>
<p>Abwun d’bwashmaya<br />
Nethqadash shmakh<br />
Teytey malkuthakh<br />
Nehwey tzevyanach aykanna d’bwashmaya<br />
aph b’arha.<br />
Hawvlan lachma d’sunqanan yaomana.<br />
Washboqlan khaubayn (wakhtahayn) aykana daph khnan shbwoqan l’khayyabayn.<br />
 Wela tahlan l’nesyuna<br />
 Ela patzan min bisha.<br />
 Metol dilakhie malkutha wahayla wateshbukhta<br />
l’ahlam almin.<br />
Ameyn.</p>
<p>Pai Nosso (uma tradução do Aramaico)</p>
<p>Ó Pai &#8211; Mãe, respiração da vida e criador do Cosmos<br />
Faça sua luz brilhar dentro de nós, para que possamos torná-la útil<br />
Ajude-nos a seguir nosso caminho respirando o sentimento que emana de Ti e que o Seu e o nosso desejo sejam um só<br />
Dá-nos todos os dias o que necessitamos em pão e entendimento.<br />
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós e a sabedoria que existe em tudo<br />
Não permitas que as coisas superficiais nos iludam<br />
E nos liberte de tudo o que nos impede de crescer<br />
Amém</p>
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		<title>Crônica 97 &#8211; O peixe morre pela boca</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 01:56:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[agrotóxicos;venenos;pesticidas;Anvisa]]></category>

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		<description><![CDATA[O peixe morre pela boca 
Existe um ditado antigo que diz que “o peixe morre pela boca”. Esta é uma verdade não só para os peixes, mas também para os homens. Nós inventamos tanta porcaria para comer, que podemos dizer sem medo de errar que estamos morrendo pela boca. De algumas décadas para cá, apareceram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O peixe morre pela boca </p>
<p>Existe um ditado antigo que diz que “o peixe morre pela boca”. Esta é uma verdade não só para os peixes, mas também para os homens. Nós inventamos tanta porcaria para comer, que podemos dizer sem medo de errar que estamos morrendo pela boca. De algumas décadas para cá, apareceram inúmeras doenças e os homens estão sofrendo de males que no passado não existiam. Grande parte deste quadro vem, sem dúvida, da má alimentação da vida moderna e da péssima qualidade dos alimentos ingeridos, que são produzidos sem a mínima preocupação com a saúde de quem vai ingeri-los. Existe uma indústria inescrupulosa que produz cada vez mais venenos e agrotóxicos de todos os tipos e os coloca no mercado sob a falsa ideologia de combate à fome e aumento das safras (leiam lucros). Essa indústria diz ao agricultor ignorante que os produtos são necessários e que nas dosagens corretas não fazem mal algum ao ser humano. Por outro lado, existem os agricultores que sabem dos efeitos destes venenos, mas não se preocupam e usam até em doses maiores do que as recomendadas para que seu produto seja mais bonito. Muitos já ouviram de algum agricultor que para a sua família, os morangos e os tomates são outros, aqueles feios que estão plantados em uma pequena horta ao lado de sua casa. Para a venda nos mercados, é a grande plantação, cheia de remédios e venenos. São os mais bonitos, mas, como as sereias, seduzem e matam. O problema é que esta agricultura criminosa se espalhou de tal forma dentro da nossa cultura, que hoje é muito difícil separar o joio do trigo e não sabemos mais em quem acreditar. Recentemente uma pesquisa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostrou a situação caótica em que nos encontramos inclusive com o uso de agrotóxicos proibidos, que entram ilegalmente no país. O pimentão, aquele vermelho e bonito que chama a nossa atenção nos supermercados, ficou na liderança, com 92% das amostras contaminadas e impróprias para o consumo. Em seguida, vem o morango (63%), o pepino (57%), alface (54%), cenoura (50%), abacaxi (33%) e muitos outros. Estes venenos têm efeitos cumulativos no organismo e causam inúmeras doenças cardíacas, neurológicas, endócrinas, imunológicas e algumas transmissíveis para a próxima geração. O antigo ditado é uma realidade que o nosso mundo moderno insiste em não levar em consideração. Enquanto isto, o homem vai ao encontro de seu destino, cada vez mais doente, pelo ar que respira, pela água que toma e pela comida que ingere. Isto é realmente progresso? </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crônica 96 &#8211; COP-17 &#8211; Uma triste realidade</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 01:54:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[COP-17; aquecimento global;poluição;mudanças climáticas]]></category>

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		<description><![CDATA[COP-17 &#8211; Uma triste realidade
De 28 de novembro a 09 de dezembro de 2011, está sendo realizada na cidade de Durban na África do Sul, a 17ª. Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-17), com representantes de 195 países do mundo. O objetivo é salvar o planeta através de ações concretas para reduzir as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>COP-17 &#8211; Uma triste realidade</p>
<p>De 28 de novembro a 09 de dezembro de 2011, está sendo realizada na cidade de Durban na África do Sul, a 17ª. Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-17), com representantes de 195 países do mundo. O objetivo é salvar o planeta através de ações concretas para reduzir as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. Já está provado que o planeta está aquecendo e as mudanças climáticas decorrentes deste aquecimento estão matando milhares de pessoas pelo mundo afora. Chuvas em excesso, secas, aumento de doenças, quebras nas colheitas, são alguns fatos decorrentes deste aquecimento global. O drama da situação é que os países não conseguem entrar em um consenso sobre soluções para diminuir a poluição e a situação piora a cada ano sob o olhar complacente de todos. São discursos e mais discursos, mas não chegam a nenhuma conclusão efetiva, da mesma forma como as conferências anteriores. Falaram sobre enchentes no Paquistão e na Tailândia, desmatamentos na Indonésia e no Brasil, desertificação na África e milhões de famintos e sedentos caminhando como zumbis pelo mundo afora, devido às mudanças climáticas. O secretário geral da ONU, Ban-Ki-Moon disse ter visto por todo o mundo os efeitos devastadores desta mudança e falou sobre a necessidade urgente de uma ação conjunta entre todos os governos do mundo para deter o aquecimento global e as fontes de poluição ambiental. Não temos mais tempo, disse ele. A China disse que assina um tratado para reduzir as emissões de carbono, a partir de 2020, desde que os países desenvolvidos também tenham metas consistentes de redução. Já os EUA, que nunca concordou em reduzir suas emissões, pois teme enfraquecer sua economia, disse não ver nada de importante na declaração chinesa. Rússia, Japão, Canadá dizem que não renovam seus tratados se os seus concorrentes comerciais e maiores poluidores mundiais que são EUA, China e Índia não fizerem o mesmo. O que fica claro é que estes encontros climáticos não estão sendo tratados com seriedade por todos, e mostram que o homem ainda não se deu conta de que o planeta está falindo em ritmo acelerado. Estamos nas mãos de burocratas de todo o mundo, que só promovem grandes conferências e delas nada sai de concreto. Elas nos lembram de uma frase de Einstein, que disse que duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. O COP-17 está mostrando que ele tinha razão quanto à segunda parte.</p>
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		<title>Crônica 95 &#8211; Morrer ou viver por uma causa</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 01:51:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
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		<category><![CDATA[martin luther king;morrer;viver;causa]]></category>

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		<description><![CDATA[Morrer ou viver por uma causa 
Martin Luther King Jr., pastor e ativista norte americano, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1964, disse em um de seus discursos, pouco antes de ser assassinado, em 1968, que “o homem que não está disposto a morrer por uma causa, não é digno de viver”. Na época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morrer ou viver por uma causa </p>
<p>Martin Luther King Jr., pastor e ativista norte americano, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1964, disse em um de seus discursos, pouco antes de ser assassinado, em 1968, que “o homem que não está disposto a morrer por uma causa, não é digno de viver”. Na época o foco era o movimento a favor da liberdade e igualdade racial nos Estados Unidos, mas suas palavras exprimem um conceito que pode ser questionado e colocado de outra forma onde diz que “um homem vivo pode fazer muito mais pela causa em questão”. Levando para o campo da ficção, podemos imaginar uma situação onde nos fosse colocado o seguinte dilema: Quem estivesse realmente disposto a morrer para melhorar o planeta, que entrasse por uma determinada porta; quem não estivesse disposto, quem tivesse alguma dúvida, ou precisasse de um tempo maior para decidir, que entrasse por outra porta. Não saberíamos o que aconteceria do outro lado, mas quem optasse pela morte, poderia encontrá-la de imediato do outro lado. Qual seria a reação da grande maioria? Imagino que poucos teriam a convicção de dar a vida pelo planeta e entrar pela porta da morte e que muitos iriam preferir ficar vivos e optariam pela porta da vida. Por outro lado, vamos imaginar que o responsável pelo teste daria um desfecho inesperado e resolvesse que todos aqueles que entraram decididos a dar sua vida, seriam os únicos sobreviventes e os responsáveis pela condução futura do planeta. Todos os demais seriam sumariamente eliminados sem chance de voltar atrás na decisão. Novamente fica a questão: serei mais útil ao planeta vivo ou morto? Serei mais útil trabalhando pela causa em que acredito ou morrendo por ela e deixando de trabalhar? Se olharmos tudo o que o ser humano fez ao planeta e ao seu semelhante, vamos concluir que para grande parte, falta dignidade para ser merecedora de algo tão belo quanto uma vida, mas fugir dela não resolve o problema. Temos sim, que trabalhar pela causa, de todas as maneiras que possamos imaginar. O mundo atual está desmoronando, os sintomas estão presentes no nosso dia a dia e as portas, embora sutis, estão se abrindo ao nosso lado. É hora de fazer uma opção, de acordo com nosso conhecimento e consciência, mas principalmente, é hora de trabalhar pela causa na qual acreditamos.</p>
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		<title>Crônica 94 &#8211; Paradoxos e corrupção</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 01:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Célio Pezza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[paradoxo;corrupção;Rui Barbosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Paradoxos e corrupção
Paradoxo é o conceito de uma contradição, pelo menos na aparência. Temos alguns paradoxos famosos como o Paradoxo de Epicuro, que fala sobre o problema do mal, o Paradoxo da Pedra, o do Crocodilo, etc.. O paradoxo da pedra, por exemplo, versa sobre a onipotência e diz o seguinte: Pode um ser onipotente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paradoxos e corrupção</p>
<p>Paradoxo é o conceito de uma contradição, pelo menos na aparência. Temos alguns paradoxos famosos como o Paradoxo de Epicuro, que fala sobre o problema do mal, o Paradoxo da Pedra, o do Crocodilo, etc.. O paradoxo da pedra, por exemplo, versa sobre a onipotência e diz o seguinte: Pode um ser onipotente criar uma pedra tão pesada que não consiga erguer? Se não consegue erguer a pedra, não é onipotente e se não consegue criar tal pedra, não era onipotente desde o início da hipótese. Já o paradoxo do crocodilo diz que um crocodilo rouba uma criança e quando sua mãe vai pedi-la de volta ele faz a proposta de que a devolverá se a mãe adivinhar de forma correta se ele vai devolver ou não. A mãe responde que ele não vai devolver a criança e aí está o paradoxo: se ele devolve a criança, entra em contradição, pois a mãe errou na resposta e se ele não devolve, acontece o mesmo, pois a mãe acertou a resposta. No que diz respeito à corrupção, podemos imaginar o seguinte paradoxo: pode um presidente de uma empresa, que não seja corrupto, acabar com a corrupção em sua gestão? Se dissermos que sim, por que ele não acaba com ela? A primeira hipótese é que ele realmente quer, mas não acaba, pois não tem poderes ou não sabe como e, portanto não faz jus ao título de presidente, que é quem supostamente tem o poder e o preparo para tal; a segunda é que ele sabe como, mas não quer. Neste caso, ele também é corrupto e contraria a hipótese inicial de que não é corrupto. De todas as formas, fica a pergunta do porque não acabar com a corrupção. Mário Amato, ex-presidente da FIESP, falou certa vez que “nós todos somos corruptos” e Itamar Franco, quando não conseguiu sua indicação para ser candidato à presidência, durante uma convenção do PMDB em 1998, comentou que “o lado que ganhou, comprou e o lado que perdeu, não comprou”. O que se vê é que na verdade todos nós somos participantes da corrupção, quer seja como autores, como vítimas, ou como omissos. A corrupção talvez seja hoje a maior desgraça do ser humano, e no dia 09 de dezembro será comemorado o Dia Internacional de Combate à Corrupção. Aqui no Brasil, creio ser interessante lembrarmos Rui Barbosa, quem disse num célebre discurso ao Congresso em 1914: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.</p>
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